Cores especiais
O processo CMYK se utiliza das quatro cores básicas
– ciano, magenta, amarelo e preto – para simular
milhares de cores que, na realidade, são formadas por
ilusão de ótica. Já as chamadas cores
especiais são misturadas fisicamente, e não
visualmente, ou seja, se eu quero um laranja especial, eu
não vou misturar o magenta com o amarelo, e sim comprar
a tinta laranja do tom exato que eu quero.
Uso de cores especiais possui vantagens e desvantagens. A
maior desvantagem é o custo, por vários motivos.
Além de ser necessária a compra da tinta determinada,
para rodar um trabalho com cor especial a gráfica terá
que parar uma de suas máquinas, lavar e trocar a tinta,
e ainda repetir esse processo ao final da impressão
para voltar a trabalhar normalmente com as cores CMYK. Todo
esse tempo de máquina parada é embutido no custo
do trabalho. Além disso, não podemos esquecer
que o uso de uma cor especial pede a produção
de mais um fotolito e/ou chapa.
Dentre as vantagens estão a garantia de se obter a
cor exata escolhida previamente em um catálogo, e ainda
a possibilidade de utilizar cores impossíveis de se
obter com a mistura das cores CMYK, como, por exemplo, cores
metálicas ou fosforescentes. Muitas das cores especiais
possuem um correspondente em CMYK com a máxima aproximação
possível, mas nem sempre a composição
da cor possui a mesma intensidade da cor especial. Por isso,
cores especiais são muito utilizadas em logomarcas,
que precisam de uma constância, ou seja, devem apresentar
sempre o mesmo tom, independente de onde será feita
a impressão.
No Brasil, as cores especiais mais utilizadas são
as produzidas pela Pantone,
tanto que a marca já é utilizada popularmente
quase como um sinônimo de “cor especial”.
A Pantone possui catálogos com todas as suas cores
impressas em dois tipos de papel, o revestido (coated) e o
não-revestido (uncoated). Assim, quando uma cor especial
é escolhida para um trabalho, já é possível
ver como ela ficará impressa no papel a ser utilizado.
Cada cor da escala Pantone possui uma numeração
correspondente, um código de uso internacional que
pode ser informado em todo o mundo.
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